Você já acordou com dor na mandíbula, dor de cabeça ou com a sensação de que passou a noite inteira mastigando algo invisível? Já se perguntou por que seus dentes estão cada vez mais desgastados, mesmo sem ter alterações na sua alimentação? Esses são apenas alguns dos sinais de que você pode estar sofrendo de bruxismo.
E mais: sabia que alguns hábitos simples, como roer unhas ou mascar objetos, podem agravar ainda mais o problema? Continue lendo e descubra como o bruxismo está ligado a diversos comportamentos do dia a dia que talvez você nunca tenha imaginado!
O bruxismo é um distúrbio funcional caracterizado pelo ato inconsciente de ranger, apertar ou esfregar os dentes. Esse comportamento pode ocorrer durante o sono (bruxismo noturno) ou ao longo do dia (bruxismo diurno).
Segundo a Sociedade Brasileira de Odontologia, o bruxismo afeta cerca de 30% da população mundial em algum momento da vida. Embora seja mais comum em adultos, crianças também podem apresentar o problema.
Fato importante: O bruxismo não tem cura, mas possui controle eficaz, com o objetivo de aliviar os sintomas e proteger os dentes de danos permanentes.
Diversos fatores podem estar por trás desse distúrbio, e entender as causas é o primeiro passo para um tratamento adequado.
O fator emocional é um dos principais desencadeadores. Em situações de estresse, o corpo libera hormônios como o cortisol, aumentando a tensão muscular e levando ao apertamento dos dentes.
Desalinhamento dental ou má posição dos dentes pode gerar sobrecarga na musculatura mastigatória, favorecendo o desenvolvimento do bruxismo.
Condições como apneia do sono e ronco são frequentemente associadas ao bruxismo noturno.
Agora vem um ponto chave: os hábitos parafuncionais, que são movimentos repetitivos da boca que não têm função fisiológica mastigatória, respiratória ou de fala, são grandes vilões silenciosos. Exemplos incluem:
Roer unhas (onicofagia): Além de prejudicar as unhas e os dentes, sobrecarrega a musculatura facial.
Mascar chicletes em excesso: Esse hábito força a articulação temporomandibular (ATM) e pode provocar ou piorar o bruxismo.
Mastigar objetos (tampas de caneta, lápis, etc.): Muitas vezes feito de forma inconsciente, esse hábito mantém os músculos da mandíbula em tensão constante.
Como diz o ditado: “O que começa como um simples hábito, pode virar um grande problema.”
O consumo exagerado de cafeína, álcool e tabaco aumenta a excitação neuromuscular, elevando as chances de crises de bruxismo.
O bruxismo é sorrateiro. Muitas pessoas só percebem o problema quando já há sinais evidentes.
Desgaste dental: Dentes com bordas planas e amareladas.
Dores de cabeça, especialmente ao acordar.
Dor ou cansaço muscular na mandíbula.
Estalos ou dor na ATM.
Sensibilidade dentária.
Distúrbios do sono e cansaço diurno.
Dores no pescoço e nos ombros.
Embora o bruxismo não tenha cura definitiva, existem várias abordagens eficazes para o controle e alívio dos sintomas.
Confeccionadas sob medida pelo dentista, as placas protegem os dentes do desgaste noturno e ajudam a aliviar a tensão muscular.
Práticas como meditação, mindfulness, terapia cognitivo-comportamental e até atividade física regular podem ajudar a reduzir episódios de bruxismo relacionados à ansiedade.
Interromper hábitos parafuncionais é fundamental. Algumas dicas:
Substitua o ato de roer unhas por bolinhas de antiestresse.
Limite o uso de chicletes a situações ocasionais.
Evite colocar objetos na boca, como tampas de canetas.
Pequenas mudanças de hábito podem trazer grandes resultados!
Em casos de má oclusão, o dentista pode indicar o uso de aparelhos ortodônticos ou outros procedimentos para melhorar o encaixe dental.
Em quadros mais graves, o botox pode ser uma solução eficaz para reduzir a força dos músculos mastigatórios.
Quanto antes o diagnóstico for feito, menores os danos causados aos dentes e à articulação mandibular. Um dentista especializado pode:
Avaliar o grau de desgaste dos seus dentes.
Indicar o melhor tipo de placa de proteção.
Analisar se há necessidade de intervenção ortodôntica ou fisioterapêutica.
Além disso, um acompanhamento multidisciplinar com psicólogos, fisioterapeutas e até fonoaudiólogos pode ser indicado, dependendo da gravidade do caso.
Agora que você já sabe que o bruxismo não tem cura, mas tem controle, fica a pergunta: Você está pronto(a) para mudar seus hábitos e buscar ajuda profissional?
Se você percebeu que tem um ou mais sintomas, ou se identificou com algum dos hábitos parafuncionais mencionados, não espere os danos se agravarem.
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“Prevenir é sempre o melhor tratamento!”
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Dra. Adriana Novais
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